quarta-feira, 7 de agosto de 2019

PETER CHEYNEY - ESTE HOMEM É PERIGOSO


























Trata-se do primeiro livro policial escrito pelo escritor inglês Reginald Evelyn Peter Southouse Cheyney, que assina Peter Cheney. Nascido em Londres, no dia 22 de Fevereiro de 1896, trabalhou inicialmente num escritório de advogados, profissão que não lhe agradou. Depois de escrever livros de poemas, decidiu-se, aos quarenta anos de idade, publicar "Este Homem é Perigoso" (This Man Is Dangerous). 


O escritor tinha o costume de usar um cravo vermelho na lapela, sabia jogar golf, judo e boxe.
Depois de escrever e publicar 15 romances, o senhor Cheyney faleceu no ano em que eu nasci (1951), com 55 anos de idade.
O exemplar em língua portuguesa que eu possuo faz parte da Colecção Vampiro (capa a abrir o post), sendo o nº 110, com capa de Cândido Costa Pinto e tradução de L. de Almeida Campos.
Antes do início do capítulo 1 (A Cilada), a obra tem uma entrada onde se lê (parcialmente):
"O quartel-General da Polícia de Oklahoma chama todos os carros patrulhas, todos os postos de polícia de viação...
Procurem Lemmy Caution que se evadiu da cadeia de Oklahoma, depois de ter morto um guarda e o xerife substituto."
A título de curiosidade: Lemmy Caution (agente do FBI), a par de Slim Callaghan (detective particular), são heróis dos livros de Peter Cheyney.


REGRESSO

Depois de uma ausência de quase dois anos e meio, regresso aos livros policiais, procurando na minha colecção,ao acaso, os que trago até este blog, apontando as versões da mesma obra que encontro reproduzidas, designadamente pelas capas.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

NOVA COLECÇÃO POLICIÁRIA



Há tempos, num email que enviei a um amigo, disse isto:
"As tiragens limitadas também têm esse intuito: disponibilizar poucos para não sobrarem muitos. E não dar lugar a segundas edições. Enzo Ferrari, quando tinha 500 compradores para os seus modelos desportivos, mandava fazer 499. Não vou assim tão longe, porque não abri assinaturas e pré-vendas, mas tenho os meus critérios editoriais". 
A colecção que estou a desenvolver e a publicar, reflecte essa linha - os livros são primordialmente para coleccionadores.
Esta edição é o início de uma série de "policiários", cuja capa e contracapa estão acima, tal qual enviei para a gráfica. Esta capa, com algumas alterações de pormenor e de cor, fazem parte deste blog e foi baseada - quanto à figura da mulher - num desenho de um romance policial americano, uma espécie de pastiche. É claro que tanto a capa como a contracapa e os desenhos do interior têm a ver com o conteúdo.
Toda a sequência destas novelas policiais terão de comum três condições: a primeira é que têm 100 páginas cada uma; têm três ilustrações de página no miolo; o personagem principal não é um detective nem um advogado nem um polícia, mas sim um funcionário do Fisco (inspector tributário, nível 2) que é envolvido em encrencas e que, metediço como eu, gosta de seguir o fio até apanhar o novelo.
A leitura é rápida, trepidante quanto possível, com ingredientes necessários ao género. Este episódio, por exemplo, passa-se perto de Aubagne (a 17 km de Marselha-França), nas férias do funcionário. Obviamente não utilizo o truque de encher páginas com fait-divers, palha de centeio a esmo ou muita sangria de encher morcelas, bem como utilização exagerada de diálogos que aumentam o número de páginas com escassos caracteres e sem interesse para a "rodagem" do enredo.
Os livros, se são considerados de bolso, não cabem em todos (à excepção dos de uma gabardina) pois têm a dimensão de 14x22 cm.
Não se procure o livro nas livrarias, porque não vai estar lá. São, como disse, tiragens para coleccionadores, exemplo que já estou perseguindo em o almanaque trimestral O Bandarra (há leitores que, ao comprarem o número do 1º trimestre de 2017 requerem do livreiro do 4º de 2016, mas este último já esgotou em alguns vendedores).
Este meu blog é uma montra onde exponho, porque cheguei à conclusão que a venda dos meus livros não deve ser feita directamente por mim, mas por terceiros (os livreiros), sem mais intermediários. Só compra quem quer e, como dizem os americanos "what you see, what you get".

quarta-feira, 11 de maio de 2016

OS CINCO PORQUINHOS


Quando a Colecção Vampiro apareceu (1947) eu ainda não era nascido. Isso não obstou a que não possua o primeiro livro  dessa colecção de policiários de bolso, mal me apanhei com possibilidades de o ler e de o adquirir, neste caso através de uma segunda edição que em boa hora a Livros do Brasil foi publicando a par da edição corrente.

A colecção abriu com este título de Agatha Christie, no original "Five Little Pigs" (Os Cinco Porquinhos), que em português, na tradução de Edson Ferreira Santos, levou como título "Poirot Desvenda o Passado".

Reabro assim este espaço, ao fim de um interregno mais ou menos longo, procurando deixar registos dos livros deste género, com especial menção dos que tenho da Colecção Vampiro (e possuo quase todos).
Tanto quanto possível, deixarei aqui as capas de outras edições nacionais e estrangeiras.
Embora neste primeiro número da colecção Vampiro não seja mencionado o autor da capa, identifico-a como da autoria do mestre Cândido Costa Pinto.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

PARA OS INTERESSADOS



Para os eventuais interessados na aquisição do meu livro policial, deixo aqui o link da livraria da Chiado Editora
http://www.chiadoeditora.com/index.php?option=com_virtuemart&page=shop.browse&category_id=12&Itemid=171&vmcchk=1&Itemid=171
que os leva directamente à página onde se encontra, conforme cópia reproduzida a abrir este texto, com o destaque, a vermelho, que eu lhe dei.
Basta clicar no botão "encomendar" e seguir as instruções.
Desde já, um obrigado a todos os que decidem e arriscam ser meus leitores... e amigos.

domingo, 22 de dezembro de 2013

UM POLICIAL PARA O NATAL

 
 
É natural que, durante algum tempo, eu mantivesse a montra deste blogue sem qualquer alteração. Pudera! Tinha em exposição o meu próprio romance policial e era uma forma de mostrar ao passante - ou, eventualmente, aquele que mudasse do outro passeio da rua para este - a montra com esse meu trabalho publicado.









 
Acontece que estamos no Natal e há que alindar a montra com os artefactos atinentes à quadra. Ora, nada melhor do que expôr um romance policial dedicado, ainda para mais escrito por esse mestre da literatura policial que foi Georges Simenon.
Surge, desta feita, o livro da formidável Colecção Vampiro (o nº  426), precisamente intitulado "Um Natal de Maigret". Para ser mais preciso, trata-se de duas novelas e um conto do famoso escritor, cuja acção se desenvolve no Natal. Na primeira, o Comissário enfrenta um Pai Natal muito estranho que, entrando no quarto de uma criança, lhe oferece uma boneca e, em seguida, levanta as tábuas do sobrado "para ver o menino do andar inferior". Na segunda, o caso prende-se com alguém que percorre as ruas de Paris a partir os vidros dos alarmes dos postes telefónicos. O terceiro, que é um conto, relaciona-se com prostitutas, tudo isto no Natal.
Posto isto, um FELIZ NATAL para todos.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

O LIVRO É NOTÍCIA

 
 
Um livro nem sempre é notícia. Quando o é, acontece naqueles jornais que ainda prezam os valores da cultura e que, como disse a minha personagem no post anterior, não se importam se foi o cão que mordeu o homem se foi o homem que mordeu o cão.
Dos três semanários da Guarda, dois anunciaram o lançamento - "O Interior" e o "Terras da Beira", remetendo-se "A Guarda" ao silêncio (dos inocentes). Do próprio lançamento, o "Interior" foi aquele que destacou uma jornalista para o evento e foi, através dela, que saiu a notícia reproduzida acima, em página ímpar e no interior do semanário, a cores.
É certo que, para alguma imprensa, só contam as notícias "práticas", predominantemente interessantes as dos dramas de faca e alguidar, acidentes mais ou menos aparatosos, a escorregadela de um político ou as galhetas que um envinagrado deu num parceiro quando estavam no jogo de cartas. É a imprensa que adoram as "mulheres do soalheiro".
Felizmente, há os jornais que abarcam todo o espectro da vida social, política, economica, cultural e desportiva. E é esses que continuarei a comprar e a ler, porque para "mulher do soalheiro"... só tenho o soalheiro, em dias de inverno.
Não estranhem eu vir aqui dizer isto, mas levem o "desabafo" em tom de notícia, porque relata a factualidade impressa e não impressa; relevem a frontalidade com que o digo, porque sempre - e em todas as ocasiões - consegui dizer aos próprios em privado aquilo que, depois, repetiria em público.
 
 
 
O HOMEM QUE "ACORDOU" O FURACÃO
"A mulher que sabia tudo" marca a estreia de Santos Costa no romance policial.
Sara Quelhas
"É um rapaz jovem, solteiro e não muito fiel". São estas as palavras que Fernando Santos Costa, nascido em Trancoso em 1951, utilizou para descrever o protagonista do seu primeiro romance policial, um inspetor tributário. "Não vejam nele nada de Santos Costa", brincou o autor, que pautou a apresentação de "A mulher que sabia tudo", que decorreu na "cidade bandarra" no sábado, pela partilha e troca de impressões com quem estava habituado a lê-lo noutra "pele".
A obra, editada pela Chiado Editores, surge depois de meia centena de livros de história, monografia, ficção e etnografia, muitos dos quais em banda desenhada; e em ainda cerca de 200 contos "cor-de-rosa" numa revista semanal. No entanto, o novo livro é a confirmação do gosto por este género, que já motivara a reunião das quase 700 obras da coleção Vampiro: "Gosto muito de romance policial, pois desafia o leitor a participar na história", confessou Santos Costa, que recusa comparações com o personagem principal, que também é narrador. "É uma extensão da minha imaginação", evidenciou o investigador, que escolhe "Hurricane" (Furacão) da banda 30 Seconds to Mars, como a música aglutinadora do decorrer da ação.
Um sequestro, um morto, uma mulher bonita e uma estação de metro precipitam-se no desenrolar da trama, em que o inspetor tributárioo se encolve numa investigação particular para descobrir os culpados. Mas o autor deixa um aviso:"Ele está habituado a crimes fiscais, não a crimes de sangue", comentou. "Tive a ousadia de escrever e propor este livro, pelo que espero que chegue à leitura com todo o agrado possível", referiu o escritor, votando que "a leitura faça esquecer momentos menos bons da atualidade". O "palco" é a cidade de Lisboa, um ambiente citadino que contrasta com a gente do povo que "habita" obras anteriores.
O livro foi apresentado pelo ex-diretor distrital de Finanças da Guarda Fernando Anciães, que trabalhou com Santos Costa na repartição de Trancoso, nos anos 70. "Era funcionário público por profissão, mas por vocação já era artista e escritor", frisou Fernando Anciães, elogiando o "interesse em divulgar tanto a cultura como as figuras históricas do concelho, que lhe deve muito". O ex-diretor distrital testemunhou a sua leitura das obras prévias do trancosense, salientando o "humor sadio" e a "capacidade de ver os pormenores que muitas vezes passam despercebidos". Apesar de entender que as características se mantêm, o interveniente defende que "A mulher que sabia tudo" "introduz algo inovador; ele lançou-se neste mundo e saiu-se bem". "Li de uma assentada, o que diz da qualidade",vincou.
 
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