quinta-feira, 7 de novembro de 2013

MARGERY ALLINGHAM



 
 
Trago hoje a esta montra mais uma escritora de romances policiais - Margery Allingham (1904-1966). Trago precisamente este título, que não é o de maior referência na sua obra de 19 livros - porque a curiosidade da tradução é deveras curiosa.
No original, o livro "Dancers in Mourning", publicado em 1937 - versão inglesa - tem como título americado "Who Killed Chloe?"




 
Em Portugal, e pelo prelo da edição Livros do Brasil (Coleção Vampiro), levou o título "Morte na Mansão Branca", editado em 1990, depois de esta escritora ter merecido anteriormente, uma outra tradução de outro romance, na mesma colecção, "estrada para a Morte" (Mystery Mile), o livro onde iniciou o seu detective Campion, ainda de forma embrionária, como personagem secundária.
Margery recebeu o primeiro pagamento por um texto seu com apenas 8 anos, uma espécie de direitos de autor recebido de uma pequena história publicada numa revista que uma tia dirigia. Aos 19 anos, publicou o seu primeiro romance, mas só aos 23 iniciou a temática policial, com o livro "The White Cottage Mystery".
A sua última obra, publicada depois da sua morte, foi concluída pelo seu marido Philip Youngman Carter.




quinta-feira, 17 de outubro de 2013

LUGARES ESCUROS



Depois do sucesso de "Em Parte Incerta", chega ao nosso país a obra "Lugares Escuros", da autora Gillian Flynn e com a chancela Bertrand.

Lugares Escuros foi considerado um best-seller do New York Times, um dos favoritos dos críticos da New Yorker, a primeira escolha do Chicago Tribune na área da ficção e o livro de escolha para o verão da Weekend Today.

Sinopse:
Libby tinha sete anos quando a mãe e as duas irmãs foram assassinadas no «Sacrifício a Satanás de Kinnakee, no Kansas». Enquanto a família jazia agonizante, Libby fugiu da pequena casa da quinta onde viviam e mergulhou na neve gelada de janeiro. Perdeu alguns dedos das mãos e dos pés, mas sobreviveu e ficou célebre por testemunhar contra Ben, o irmão de quinze anos, que acusou de ser o assassino.
Passados vinte cinco anos, Ben encontra-se na prisão e Libby vive com o pouco dinheiro de um fundo criado por pessoas caridosas que há muito se esqueceram dela.
O Kill Club é uma macabra sociedade secreta obcecada por crimes extraordinários. Quando localizam Libby e lhe tentam sacar os pormenores do crime (provas que esperam vir a libertar Ben), Libby engendra um plano para lucrar com a sua história trágica. Por uma determinada maquia, estabelecerá contacto com os intervenientes daquela noite e contará as suas descobertas ao clube… e talvez venha a admitir que afinal o seu testemunho não era assim tão sólido.
À medida que a busca de Libby a leva de clubes de striptease manhosos no Missouri a vilas turísticas de Oklahoma agora abandonadas, a narrativa vai voltando atrás, à noite de 2 de janeiro de 1985. Os acontecimentos desse dia são recontados através da família de Libby, incluindo Ben, um miúdo solitário cuja raiva contra o pai indolente e pela quinta a cair aos pedaços o leva a uma amizade inquietante com a rapariga acabada de chegar à vila.
Peça a peça, a verdade inimaginável começa a vir ao de cima, e Libby dá por si no ponto onde começara: a fugir de um assassino.

E mais não digo, porque ainda não comprei o livro.

sábado, 12 de outubro de 2013

O TOURO ETRUSCO


No dia do meu aniversário, em 1987, foi-me oferecido, entre outros, este livro da autoria de Frank Gruber e com o título de "O Touro Etrusco". Tinha sido inserido na colecção "Clube do Crime" , das Publicações Europa-América, cabendo-lhe o nº 58.
Eu já fazia esta colecção a partir de "O Caso da Moldura de Ouro", de Peter Chambers, emparceirando as aquisições com a inevitável colecção Vampiro. Ao longo de dez anos de existência, a colecção deixou publicados 150 volumes, cerca de um quinto da Vampiro, nem todos tão interessantes e com a mesma qualidade de autores inseridos como os da colecção da Livros do Brasil.


Como possuo quase toda a colecção Vampiro, os 23 volumes deste autor (nascido em 1904 e falecido em 1969), tenho-os em minha posse. Do Clube do Crime, apenas possuo este exemplar de "O Touro Etrusco" e "O Caso da Herdeira Desaparecida".

terça-feira, 1 de outubro de 2013

QUANDO O CUCO CHAMA

 
 
Pelo título não diremos que seja um romance policial, mas é. Pelo nome do autor diríamos que se trata de um escritor, mas não é; trata-se de uma escritora. Por se tratar do primeiro romance no género, desta autora, diríamos ainda que é uma escritora em início de carreira, e também não é assim.
Em que ficamos?
Bem, se vos disser que se trata da escritora J.K.Rowling, a autora da saga Harry Potter,  estará tudo esclarecido. Quanto ao pseudónimo, Rowling afirmou,  desta maneira, a sua a origem:
“Escolhi Robert porque é um dos meus nomes masculinos preferidos, porque Robert F. Kennedy é o meu herói, e porque, felizmente, não o tinha usado em nenhuma das personagens da série Harry Potter”.
 
Gosto da capa. Faz-me lembrar aquelas belíssimas capas dos anos quarenta e cinquenta.
 
Quando o Cuco Chama - no original, The Cuckoo’s Calling

Autor - Robert Galbraith (pseudónimo)

 
Sinopse

Quando uma jovem modelo, cheia de problemas na sua vida pessoal, cai de uma varanda coberta de neve em Mayfair, presume-se que tenha cometido suicídio. No entanto, o seu irmão tem dúvidas quanto a este trágico desfecho, e contrata os serviços do detetive particular Cormoran Strike para investigar o caso. Strike é um veterano de guerra – com sequelas físicas e psicológicas – e a sua vida está num caos. Este caso serve-lhe de tábua de salvação financeira, mas tem um custo pessoal…
Um policial envolvente e elegante, mergulhado na atmosfera de Londres. Quando o Cuco Chama é um livro notável, um romance policial clássico na tradição de P. D. James e de Ruth Rendell, que marca o início de uma série verdadeiramente singular escrita por Robert Galbraith, o pseudónimo de J.K. Rowling, autora da série Harry Potter e do romance Morte Súbita.

Características

Ano de edição ou reimpressão: 2013
Editor: Editorial Presença
Dimensões: 160 x 240 x 29 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 496

Classificação: Policial e Espionagem

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

O MEU ROMANCE POLICIAL


Interrompi a contribuição neste blogue, quando vinha, com alguma assiduidade neste princípio de carreira, a marcar presença com romances e autores policiais.
Acontece que, por motivos que se prendem com a revisão das primeiras provas do meu livro (de que mostro apenas o "lettering" da contracapa, por razões editoriais que eu me imponho), não dediquei o tempo necessário à administração e actualização deste espaço.
O livro está, como gosto de dizer, em plena "fornada", uma vez que já tive provas da capa, contracapa e badanas que, a seu tempo, também divulgarei.
Para já, quero antever (mas não profetizar, porque não possuo poderes sibilinos) o interesse dos amigos e daqueles que apreciam os livros de cariz policial e policiário, de forma a considerarem a posse de um exemplar desta minha primeira experiência no "ramo", consubstanciada em cerca de duzentas páginas. Para uns - ou para todos - a consideração que os leve a ler e, eventualmente, a criticar e a enfatizar, o que de bom, de mau, de excedente ou de minguado, a obra tiver. Porque a amizade não se faz após um aperto de mão, a convivência de tempo passado ou após um "muito gosto em conhecê-lo" ; aquela faz-se, muitas vezes, na distância, possivelmente até no clicar do "enter" no teclado à nossa frente.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

MAIS UMA ESCRITORA DE POLICIAIS - MIGNON GOOD EBERHART

 
 
Já referi a minha simpatia pelas mulheres que escrevem policiais; assim como já teci elogios às capas de Cândido Costa Pinto.

Sendo assim, trago dois livros da escritora americana Mignon Good (por casamento Eberhart), com uma vasta obra de sete dezenas de romances, dos quais apenas conheço, com tradução portuguesa, os dois editados pela Livros do Brasil - o nº 36 - Um Drama no Atlântico e o nº 76 -Um Cigarro Misterioso.
Vamos por partes.
A tradução do primeiro, - que foi traduzido directamente do original americano - esteve a cargo de Baptista de Carvalho. Estranho, porém, a tradução do título, que no original é "Five Passengers from Lisbon" e aqui ficou como "Um Drama no Atlântico". A coisa repetiu-se no segundo, desta feita traduzido pot Elisa Lopes Ribeiro, cujo título original é "Never Look Back" (Nunca Olhar para Trás) e verteu-se em português "Um Cigarro Misterioso".
As capas são quadros, designadamente a do "Cigarro Misterioso", que tem uma composição surrealista de grande qualidade. Como quadro, não o desdenharia numa parede.
Sobre a autora, que viveu até aos 97 anos (1899-1996), sabe-se que antes de começar a escrever romances policiais - o que fez quando tinha 30 anos - exerceu como jornalista freelance. Casou com um engenheiro, Alanson Eberhart, de quem recebeu o apelido, que nunca abandonou, mesmo quando se separou dele, em 1946, desta feita para casar com John Perry. Neste segundo casamento "aguentou" dois anos, findos os quais voltou para o primeiro marido, casando de novo com ele. Talvez, por isso, não tenha abandonado o apelido Eberhart nas suas obras.







terça-feira, 17 de setembro de 2013

CHANDLER, HAMMETT e DENBOW




Já aqui falei de Raymond Chandler e já falei também de Dashiell Hammett, ambos escritores de romances policiais. Imagine-se que, desta feita, vou falar destes escritores como personagens de um romance policial!
Se dúvidas houver, bastárá ler um livro suegstivamente intitulado "Chandler", tanto no original como nas traduções. É da autoria de outro escritor de romances policiais, William Denbow (pseudónimo de Georges Stiles), que resolveu envolver os dois colegas de arte nesta teia onde há violência e muito álcool.
Quase todas as críticas que li, em inglês, não são favoráveis, tais como esta, recolhida de Biil Crider:

The blurb on the back cover is from Peter McCurtin, who says, "A wild idea but it works. The writing is smooth, the action violent." The last statement is true. Everything else is a lie, including the words "a" and "the." (You know who I stole that from, right?) The writing is awful, and the idea doesn't work at all. If you want to find out why Hammett was such a success, read Chandler, where everything goes wrong. Instead being published by a big-name hardover house, Chandler came from Belmont-Tower, one of the really low-end paperback publishers.
Possuo um exemplar da edição portuguesa (e brasileira) das Edições Europa América, inserido na colecção Clube do Crime (nº7), de 1982.
Da sinopse, posta em contracapa, pode ler-se:
"Não existia a mínima cordialidade entre Dashiell Hammett e Raymond Chandler , dois dos maiores escritores que a América jamais produzira, mas quando Hammett foi ameaçado por um assassino vingativo, Chandler não hesitou em intervir, mesmo que não fosse bem-vindo. Hammett necessitava de auxílio, porque estava adoentado, bebia em excesso e não efectuava o mínimo esforço para se manter vivo. Chandler, à semelhança do seu herói - Philip Marlowe - muniu-se de uma pistola e preparou-se para um duro combate."
Pois bem, nem sei o que dizer sobre este aproveitamento de dois nomes da litaratura policial para se forjar um romance do género. A ideia pode ser boa, mas não me parece que o caminho para a atingir fosse o mais apropriado. Com personagens "reais", nunca se sabe onde começa e acaba a ficção. Há ali, nesta obra invocada, uns equívocos que baralham o leitor e não são efectivamente o retrato dos dois grandes escritores, pois ambos não saem  beneficiados desta fotografia tremida. A própria capa da edição americana traz a ilustração de um "Chandler" que não é mais do que a do actor Ralph Byrd, de Dick Tracy.
A tentativa não é inédita, pois há uma outra obra intitulada "Hammett" da autoria de Joe Gores, que eu não li.
Para não influenciar, deixo ao critério de quem quiser ler esta obra uma possível crítica. Talvez ainda alguém caia na ideia de querer fazer um romance policial onde entrem, como personagens do tablado escrito, Dick Haskins e Dennis McShade (para os menos atentos, pseudónimos dos escritores portugueses António Andrade Albquerque e Dinis Machado).