quarta-feira, 11 de setembro de 2013

RAYMOND CHANDLER - O IMENSO ADEUS


Não sei por que hão-de os grandes mestres da literatura policial aparecerem nas suas fotos com o inseparável cachimbo. Talvez porque é inseparável, presumo eu.
Raymond Chandler é um dos maiores mestres deste género. O seu livro "The Long Goodbbye", uma das suas melhores obras.
Escrito com sagacidade, humor e com recurso a uma escrita na primeira pessoa, colocando-nos a ouvir a personagem principal, Philip Marlowe, neste livro, Chandler consegue prender-nos à leitura, deixando o nosso interesse em crescendo à medida que as páginas se seguem. Não admira que nos esqueçamos da hora do almoço ou do jantar, nem se ouça chamar da cozinha - "o comer está na mesa!"
A edição que possuo é, naturalmente a da Colecção Vampiro (nº 101), com 334 páginas traduzidas por Mário Henrique Leiria. O título desta edição é, para mim, o melhor conseguido: "O Imenso Adeus". A capa é da autoria de Cândido Costa Pinto.
Resumo:
Philip Marlowe conhece Terry Lennox numa altura em que este atravessa uma fase pouco positiva da sua vida. A amizade entre os dois vai-se aprofundando e o detective Marlowe decide ajudar o novo amigo… Uma noite Lennox aparece em casa do detective pedindo-lhe que o leve de carro ao aeroporto de Tijuana. Desconfiando do que poderá ter-se passado, Marlowe aceita recusando-se a saber os motivos da fuga. No regresso o detective é preso, acusado de cumplicidade no assassínio da mulher de Lennox. Ao fim de três dias é libertado. Lennox ter-se-ia suicidado, deixando uma carta em que confessa o assassinato da mulher. Mas o detective não acredita naquela versão dos factos e decide investigar o caso por conta própria, envolvendo-se em sórdidos segredos da fervilhante Califórnia dos anos 50. Um livro empolgante que levará o leitor a um desfecho surpreendente.
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terça-feira, 10 de setembro de 2013

STEPHEN KING - O REI DE "MISERY"



Stephen King é um autor de sucesso. Prova-o a sua foto, que aqui reproduzo. Ora, se algum dia eu vier a ter um cinquenta avos desse sucesso dele, também me hei-de fazer fotografar nesta pose. Bem… O melhor é não começar a ter ideias de colocar as mãos atrás da nuca e relaxar no sofá. Tenho muito para fazer, designadamente falar da edição, em formato bolso e em português, da obra “Misery” do Stephen King.
Antes, porém, quero deixar três das capas da mesma obra, uma em castelhano (espanhol), outra na língua original e outra em português (edições 11x17). E é precisamente do inglês que reproduzo a sinopse, caso algum leitor do reino de Sua Majestade, ou eventualmente outro, das terras do Tio Sam/Obama caiam acidentalmente neste espaço.
After an automobile accident, novelist Paul Sheldon meets his biggest fan. Annie Wilkes is his nurse-and captor. Now, she wants Paul to write his greatest work-just for her. She has a lot of ways to spur him on. One is a needle. Another is an ax. And if they don't work, she can get really nasty...
 
Acontece que as Edições 11x17 publicam este "thriller" em português numa das suas edições de bolso, com 480 páginas, a lançar em Setembro deste ano, cuja sinopse nos diz isto:
Paul Sheldon é um famoso escritor de romances cor-de-rosa, tornado célebre pela personagem principal das suas obras, Misery Chastain. Porém, Sheldon entendeu que estava na hora de virar a página e decidiu «matar» Misery.




 
























É então que sofre um terrível acidente de viação e é socorrido por Annie Wilkes, uma ex-enfermeira que o leva para sua casa para o tratar. O que Paul não sabe é que Annie, a sua salvadora, é também a sua maior fã, a mais fanática e obcecada de todas — e está furiosa com a morte de Misery.



Ferido e incapaz de andar, totalmente à mercê de Annie, Paul é obrigado a escrever um novo livro para «ressuscitar» Misery, como uma Xerazade dos tempos modernos nas mãos de uma psicopata tresloucada que há muito deixou de distinguir a realidade da ficção.
Repleto de complexos jogos psicológicos entre refém e captor, Misery é uma obra de suspense e terror no seu estado mais puro.
Acabada a sinopse, volto eu, para dizer que este título deixa em aberto a possibilidade de alguém o traduzir à letra - Miséria - e escrever algo sobre estes governantes dos últimos anos no nosso país, na perspectiva de quem tem sofrido a miséria dos seus desacatos e desgovernos. Se juntarmos ao enredo mais três embuçados da troika (ou tríade), valerá o "suspense" dos cortes, bicortes, recortes e reportes das medidas de terror austero.




 



segunda-feira, 9 de setembro de 2013

AGATHA CHRISTIE - UM CRIME NO EXPRESSO DO ORIENTE


Uma obra que sempre me despertou a atenção foi esta de Agatna Christie - "Um Crime no Expresso do Oriente". Em tradução portuguesa tenho as duas versões da "Vampiro" e a da RBA cartonada.
Da RBA, contracapa, retiro uma nota resumida:
"Em pleno Inverno, Poirot encontra-se em Istambul, decidido a tomar o Expresso do Oriente. Depois de uma noite mal passada, a sua tranquilidade é perturbada quando uma tempestade de neve obriga o comboio a parar e aparece o cadáver de um passageiro brutalmente apunhalado."
 

A obra da excelente autora britânica foi publicada em 1934 e é uma obra de referência, entre muitas obras da mesma autora, num ambiente repleto de mistério, dividida em três partes, sendo que a segunda é quase totalmente preenchida com os depoimentos do revisor, do secretário, do criado, das senhoras americana, sueca e russa e de outros personagens como os condes de Andrenyi, o coronel Arbuthnot, Miss Debenham e de Mr. Hardman.  

A capa da "Colecção Vampiro", da editora Livros do Brasil, Lda., que ilustra esta versão portuguesa, corresponde ao nº 13 da referida colecção, da autoria de Cândido Costa Pinto.
Curiosamente, o nº 1 da Colecção Vampiro (edição de bolso), é da autoria de Agatha Christie, com o mesmo Poirot na investigação - "Poirot desvenda o passado".

Também é sugestiva e a capa da edição inglesa, ao lado reproduzida.
Just after midnight, the famous Orient Express is stopped in its tracks by a snowdrift. By morning, the millionaire Samuel Ratchett lies dead in his compartment, stabbed a dozen times, his door locked from the inside. One of his fellow passengers must be the murderer.

Isolated by the storm and with a killer in their midst, detective Hercule Poirot must find the killer amongst a dozen of the dead man's enemies, before the murderer decides to strike again...
 
Aprecio especialnente a capa da versão francesa do  "Le Livre de Poche".
Para os versados na língua francesa, aí vai o respectivo excerto.

 Hercule Poirot, venu résoudre une affaire criminelle en Syrie, repart en direction de Londres via le Taurus Express, puis, à partir d'Istanbul, l'Orient-Express. Dans le train, M. Ratchett, un riche Américain, est tué. Poirot découvre rapidement que le vrai nom de Ratchett est Cassetti et qu'il est en fuite à la suite du rapt meurtrier de la jeune Daisy Armstrong aux États-Unis cinq ans auparavant. Le train est bloqué par la neige et le coupable est forcément un des occupants du wagon-lits de la victime.


Para classificar este livro da Rainha do Mistério, de uma tabela de 1 a 10, classifico em 9,5.

domingo, 8 de setembro de 2013

EU QUERO FAZER ISTO... E FAÇO-O


Este é mais um blogue que deito para o espaço internético.
Faço-o por três razões:
- a primeira, porque aprecio e leio romances policiais;
- a segunda, porque vou escrever romances policiais (já escrevi um, que vai ser editado brevemente);
- a terceira, porque aprecio, escrevo e leio romances policiais (conforme as duas premissas anteriores).
§ único - porque aprecio, leio e escrevo, também passo a divulgar e a criticar as obras alheias.

Posto isto, mãos à obra, que o meu primeiro romance está para sair.

Já falei no blogue Bandarra Bandurra de um livro que concluí, o primeiro que faço neste género. Tinha um título e uma capa, não tinha editor; agora tem editor, mudei-lhe o título e estou à espera de ver a capa.
Coloquei, então, à disposição dos visitantes daquele blogue, dois projectos de capa, sendo que um deles obteve mais aderentes. No entanto, tendo-lhe mudado o título e deixando a outrem o trabalho da capa, optei por esta última via.
Atenção: a capa não é a que ilustra (acima) esta pequena peça - essa é da Darkhorse books - onde eu coloquei o ponto de interrogação, precisamente porque não conheço o projecto que me há-de ser apresentado. A seu tempo, trarei aos meus amigos o trabalho definitivo.
Mudei o título, disse eu atrás. Deixou de ser a Noite dos Medos, porque de noite todos os gatos são pardos e o único medo que eu tenho é que a obra venda mal. Daí, ter optado por outro, que será divulgado conjuntamente com a capa.
Enfim, tenho cumprido a missão na Terra: num ano é banda desenhada; no outro ano é texto.
A originalidade da obra - para além de ser um trabalho naturalmente original e inédito - reside no caso da escolha do personagem principal. Como disse antes, trata-se de um inspector do fisco, enredado numa teia onde toda a sua arte inspectiva correu por conta da sua própria vida, cujo preço ia ficando muito alto, com IVA incluído.